/Como os games podem ser usados na implementação da educação, confira:

Como os games podem ser usados na implementação da educação, confira:

A especialista em gamificaçãoNayraKarinne mostra como aplicar os conceitos dos videogames para motivar crianças e adolescentes na home class e nas tarefas domésticas

Imagem: Divulgação

As crianças e adolescentes estão passando mais tempo do que o normal em casa, o que significa mais tédio, ansiedade, desentendimentos e a mistura do ambiente escolar com o doméstico. Os pais podem driblar as incomodações do dia a dia e estimular os filhos nos estudos e na execução das tarefas domésticas usando os elementos de games. Mais especificamente a gamificação, a aplicação de conceitos dos jogos virtuais na vida real. Segundo a especialista em gamificação, Nayra Karine, os jogos têm muito a ensinar. “Eles nos ensinam conceitos como concluir uma tarefa até o fim para passar de fase e obter recompensas, a perseverar, aprender a perder e vencer desafios”. Estes conceitos já são utilizados por empresas e escolas e podem ser aplicados em casa.

Nayra explica que a gamificação é eficiente para valorizar a participação da criança na rotina da família, especialmente para prender a atenção desta geração cheia de distrações. “Um das formas mais simples de gamificação, é a conquista de pontos para obter recompensa, como um selo toda vez que você compra um café, por exemplo. Ao coletar dez selos, você ganhará uma bebida grátis. Isso pode ser aplicado na execução de tarefas”, explica Nayra. Os pais podem criar tabelas de pontos para tarefas como arrumar a cama, fazer a lição de casa e lavar a louça. Tarefas mais desafiadoras, como tirar 10 nas provas, podem render uma pontuação maior e até uma bonificação extra, de forma que estimule os filhos. “Este método funciona porque estimula instintos naturais,como competição, exploração e curiosidade”. Além disso, é uma dinâmica já conhecida pelas crianças e pelos jovens e, por isso, rapidamente assimilada. “O que faz essas coisas funcionarem é que há um incentivo adicional que motiva a criança a realizar a tarefa, em suma, ponto fundamental da gamificação”, ressalta. Para marcar a pontuação conquistada podem ser estrelas, adesivos, pequenos símbolos que se tornam especiais, “pode até ser um quadro de líderes, se você tiver vários filhos competindo por essas insígnias caseiras”, sugere Nayra.

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Para os maus comportamentos também pode haver consequências, como tirar estrelas, colocar no quadro símbolos de não aprovação ou descontar pontos. “Outra ideia é mover bolas de gude de uma tigela para outra como recompensa pelo bom comportamento e vice-versa, ou seja, como consequência de um comportamento inadequado”. Os métodos de pontuação e recompensas devem ser adaptados a cada idade. Filhos adolescentes não irão se contentar com um adesivo de estrelinha, uma criança sim. O bônus para o vencedor da semana, por exemplo, pode ser uma quantia em dinheiro, se livrar de uma tarefa indesejada ou qualquer outra coisa que o filho queira.

Entretanto, Nayra pondera que além de ludicidade, deve haver uma narrativa envolvente para que se sintam num jogo e um propósito claro. O cuidado que se deve ter na gamificação do dia a dia, é que “quando você começa a gamificar todas as responsabilidades, corre o risco de transmitir a mensagem errada, pois há certas obrigações que devem ser feitas sem a promessa de um prêmio, a criança precisa entender que na vida nem tudo dará uma recompensa”. Portanto, os pais devem dosar os prêmios e sempre deixar claro que há responsabilidades a serem assumidas, independentemente de gerarem satisfação. “Além disso, nem todas as lições parecerão brincadeiras, entretanto, as crianças ainda precisarão estar envolvidas o suficiente para aprender”, destaca Nayra.

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